Entrevistas

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Entrevista com a Equipe Petrobowl UFF

O Petrobowl é uma competição internacional iniciada nos EUA durante a feira SPE Annual Technical Conference and Exhibition (ATCE). A competição é basicamente um quiz sobre aspectos de petróleo e gás. Neste ano, a equipe da UFF chega a etapa internacional da competição. Saiba um pouco mais sobre a experiência da equipe e as aspirações para essa etapa na entrevista abaixo.

Conte um pouco sobre a equipe. Como ela foi formada? Quais eram suas aspirações naquele momento?

A primeira equipe foi formada em 2011, com os membros do Capítulo Estudantil SPE UFF. Os cinco membros decidiram ampliar as atividades do capítulo e formaram o time, que desde então tem ido todos os anos às competições promovidas pela SPE, no que diz respeito às regionais e nacionais.

Naquele momento o objetivo era simplesmente conhecer a atividade e sedimentar a cultura do Petrobowl na UFF. Ao longo desses 6 anos, muitos frutos foram colhidos… um 3º lugar e 2º nas regionais e no Brasil… competições com universidades do mundo inteiro também… E claro, em 2017, a passagem para o campeonato mundial no Texas.

Desde qual edição da competição a equipe participa?

A competição iniciou em 2002, e a primeira participação da UFF no Petrobowl foi em 2011.

Para vocês, como foi a dinâmica da competição? Como foi a experiência na Argentina?

Pelo fato de ser uma atividade voluntária, a logística requer que pessoas com outras responsabilidades e deveres saibam equilibrar prioridades, o que poderia impactar na organização, mas isso não ocorreu. Tudo foi estruturado de acordo, e os 17 times que competiram foram muito bem recepcionados e tratados para que pudessem focar o máximo possível no jogo.

A experiência na Argentina foi emocionante, porque do time atual, apenas um membro tinha experiência anterior, e competimos com times cujos membros já haviam passado por outras competições. A UFF conseguiu provar que com esforço e dedicação, alcançamos nossas metas. O nervosismo é sempre grande a cada jogo, talvez por ser uma atividade que envolve apenas o seu conhecimento, a ansiedade por apertar o botão e responder à pergunta é sempre grande. Mas conseguimos manter o foco e fomos bem-sucedidos.

Quais são os assuntos mais recorrentes durante a competição?

Todas as disciplinas da Engenharia de Petróleo, desde a fase de planejamento e exploratória, até a produção e desenvolvimento de reservatórios de petróleo, além de questões relacionadas à história da indústria de óleo e gás.

Agora, passando para fase internacional da competição, quais são as expectativas para esta próxima etapa?

Em pouco tempo de preparo, conseguimos classificar para o mundial, coisa que apenas 5 times fazem na América do Sul. Sabemos que no mundial o nível estará bem mais elevado, mas confiamos na nossa habilidade e daremos todo o esforço possível, almejando ficar entre os melhores 3 do mundo dentre os 32 competidores. Sabemos que a UFF nos proporciona através dos nossos professores um conhecimento impagável, e por isso queremos mostrar não só para o Brasil, mas para o mundo que não ficamos atrás quando se trata de aprendizado.

Alguma mensagem sobre a experiência no Petrobowl aos alunos que queiram participar da equipe?

Diferentes atividades extracurriculares aportam à formação do aluno de algum jeito único. No caso do Petrobowl, além da competitividade que é algo necessário para ser bem-sucedido, o estudo das matérias adiciona um conhecimento diferenciado em relação a outros alunos, pelo fato de estar aprofundando conceitos que vemos superficialmente, abordando conhecimentos novos ou simplesmente sedimentando o que vemos na faculdade, além de praticar e aperfeiçoar o inglês. Sabemos que é muito mais propício aos alunos de engenharia de petróleo quererem participar, mas o que é bastante valorizado é a dedicação, a vontade de aprender tudo relacionado às matérias que a indústria de óleo e gás nos cobra.

Entrevista com a Meta Consultoria

A Meta Consultoria é a empresa júnior mais antiga da Escola de Engenharia da UFF, tendo 22 anos de existência. Eles são uma empresa de consultoria em Engenharia e Gestão de Negócios, que abrange 5 engenharias: Engenharia de Telecomunicações, Elétrica, Mecânica, Civil e Produção. Durante sua trajetória, já realizaram mais de 250 consultorias, com mais de 96% de satisfação de seus clientes. Dentre seus clientes, estão o grupo ENEL, que é responsável pela distribuição de energia elétrica de Niterói, o Grupo Trigo, a holding dona dos restaurantes Koni, Dominos e Spoleto, as empresas de combustíveis Shell e Ipiranga, a montadora Mercedes-Benz, a seguradora Capemisa, entre diversas outras grandes empresas, além de pessoas físicas. Dentro de todo o Movimento Empresa Júnior (MEJ), a empresa está nas 15 melhores e maiores do país.

Nós, do Núcleo de Mídia da Escola de Engenharia (NME), conversamos com João Paulo Rovetta, o atual Diretor-Presidente da Meta Consultoria, e ele nos contou um pouco sobre a criação da empresa, o objetivo dela, os projetos realizados por eles e qual a importância para a vida profissional e pessoal do aluno ser membro de uma empresa júnior.

Confira a entrevista abaixo!

Conte um pouco sobre a história da empresa, como e quando ela foi criada.

A Meta Consultoria tem 22 anos de história. O Professor Emmanuel de Andrade ficou sabendo da ideia, trouxe para UFF e um grupo de alunos gostou. A empresa começou na mesma sala onde está localizada atualmente, com cinco pessoas e em condições totalmente diferentes da que estamos hoje. Muitas das divisórias da sala não existiam, era um espaço bem aberto, não tinha bancada, praticamente nada, e aí, com o tempo, a empresa foi começando a se estruturar. Os computadores começaram a chegar para que os projetos pudessem ser feitos, nós conseguíamos comprar uma coisa ou outra, e, depois de 22 anos, continuamos sempre melhorando nossa infraestrutura! A partir da infraestrutura proporcionada pela universidade e pelos membros da empresa, conseguimos ter uma empresa com uma ótima gestão interna (já ganhamos diversos prêmios, inclusive o Prêmio de Qualidade do Estado do Rio de Janeiro), também tivemos um crescimento exponencial em número de projetos, conseguindo fechar quase 40 projetos no ano de 2016, 60% em cima do ano de 2015.

A Meta Consultoria foi a primeira Empresa Junior da Engenharia?

Sim, a Meta foi a primeira Empresa Júnior da UFF e uma das primeiras do Rio de Janeiro. O movimento da empresa júnior é recente, surgiu na década de 60, na França, porque as pessoas estavam se formando e não conseguiam encontrar emprego, já que a Europa estava em crise, e quando o formado chegava ao mercado de trabalho, diziam que só contratavam pessoas com experiência. Então, com toda essa dificuldade, pensaram em fazer uma empresa júnior dentro da faculdade, para já adquirir experiência e ter um diferencial. Isso deu certo lá, e, através dos nossos diplomatas entre a França e o Brasil, na década de 70, veio para cá, primeiro na FGV de São Paulo, e depois chegou ao Rio de Janeiro. A primeira do Rio de Janeiro foi a EJCM, que é a empresa júnior de Engenharia da Computação da UFRJ, a qual tem, se não me engano, 26 anos de existência, enquanto nós temos 22. Dentro do Estado, fomos uma das primeiras a se formar, e, na UFF, fomos a pioneira.

Qual o objetivo da empresa?

Nós temos uma missão bem forte e intrínseca aos membros, fazer a diferença na vida das pessoas. Disso, saem três vertentes: a primeira, nossos clientes. Queremos fazer com que a solução proposta surta efeito em sua vida/negócio, não importa qual for o cliente. A segunda vertente seria a sociedade. Acreditamos que nossos projetos conseguem abranger mais do que nosso cliente, mas também a sociedade de modo geral, já que os negócios de nossos clientes impactam a vida de outras pessoas também. A terceira seriam os membros da Meta Consultoria, visto que realizando os projetos, conseguimos experiência para o mercado de trabalho e ganhamos com um desenvolvimento não somente profissional, mas pessoal também! Muitos ex-empresários juniores dizem que a passagem por uma empresa júnior é uma fase de autoconhecimento.

Atualmente, quantas pessoas fazem parte da equipe?

Temos cerca de 75 pessoas como membros da Meta Consultoria atualmente, ano passado passaram mais de 100 pessoas pela empresa, e já são mais de 400 pessoas formadas que passaram pela Meta ao longo desses 22 anos de história.

A empresa é dividida em quais setores?

Bom, nós chamamos os departamentos de células, então temos a célula da Presidência, Marketing, Gestão de Pessoas, Projetos e Administrativo-financeiro. Temos também núcleos que são associados a essas células, chamados de subcélulas, que são divididas em: Área Comercial, que diagnostica a demanda de nossos cientes, negocia e vende os projetos; a Prospecção Ativa, que realiza a prospecção pessoalmente de projetos, sendo uma maneira alternativa de chegada de projetos; a Associação de Orientadores e Ex-membros, que faz a interface da Meta com os ex-membros, atualizando sobre as novidades e pedindo capacitações/workshops quando necessário; e a T.I. (Tecnologia de Informação), que é responsável por softwares, hardwares e capacitações.

Alunos de quais cursos e a partir de qual período podem participar?

Nós trabalhamos com cinco Engenharias: Mecânica, Produção, Elétrica, Civil e Telecomunicações. A partir já do primeiro período o aluno pode se inscrever no processo seletivo.

Somente alunos da graduação podem participar ou alunos da pós-graduação também podem?

O conceito de empresa júnior é de ser uma empresa composta e gerida por alunos de graduação, então, somente graduandos podem participar. Por outro lado, temos um auxílio enorme de profissionais formados, pois podem ser orientadores de nossos projetos, nos respaldando tecnicamente.

Como é o processo seletivo?

Temos um processo bem estruturado, que é composto por duas fases e uma equipe específica e voltada para ele. A primeira etapa, da Fase Inicial é a prova escrita. Nessa prova, é cobrado conhecimentos gerais sobre a empresa e o MEJ, e usamos também para saber o que o aluno espera da Meta e o que tem para nos oferecer. Se passar por essa prova, vem a segunda etapa, que é a dinâmica de grupo. Nós temos algumas metodologias de dinâmica, que levam aproximadamente duas horas e mostram situações reais de mercado para eles trabalharem em cima. Com isso, podemos ver como eles agem em grupo, quem tem sinal de liderança, quem é muito teimoso, e tentamos selecionar quem se encaixa melhor nas competências que precisamos. Passando por essa etapa, vem a entrevista, onde o aluno vê cases de mercado. Essa etapa é bem parecida com a dinâmica, mas só estão o entrevistado e 2 entrevistadores. Em seguida, a quarta e última etapa dessa fase é a semana desafio, na qual os candidatos são divididos em grupos, e devem realizar a estruturação de um negócio, estabelecido pela equipe. No fim, devem realizar uma apresentação para a empresa inteira. A segunda fase é chamada de fase trainee, na qual o candidato passa por três meses de treinamento, capacitação, aulas experimentais com membros, profissionais de mercado e ex-membros. E, durante esses três meses, eles continuam sendo avaliados, então, para ver se alguém está deixando a desejar com alguma entrega, está muito ausente ou chegando atrasado. Somente depois de tudo isso o candidato é efetivado.

Que tipo de projetos vocês realizam?

Diversos, de demandas completamente diferentes. Em Engenharia de Produção, fazemos bastante projetos de Plano de Negócios, para estruturar o negócio de nosso cliente, sendo ele já existente ou não. Também fazemos bastantes projetos de Organização e Métodos, principalmente de Mapeamento de Processos. Em Engenharia Civil, fazemos projetos arquitetônicos completos, de instalações hidrossanitária, e de reforma e expansão. Em Engenharia Elétrica, fazemos projetos de instalações elétricas, SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) e Eficiência Energética. Em Engenharia Mecânica, temos em nossa carta de serviços Desenho, Modelagem e Projeção de peças mecânicas. Entretanto, a demanda de clientes é muito variada, por exemplo, já realizamos projetos de Prototipagem de um robô de desinfecção hospitalar e ao mesmo tempo, outro projeto de projeção de uma câmara acústica móvel. Em Engenharia de Telecomunicações, temos em nossa carta de serviços, Cabeamento Estruturado e RFID.

Você pode citar alguns projetos que a Meta já realizou?

Sim, claro! Em relação a Engenharia de Produção, fizemos recentemente um projeto de Mapeamento de Processos para a holding dona da Koni, Spoleto e Dominos. Além disso, estruturamos um Plano de Negócios para uma empresa que deseja desenvolver um sistema para fazer com que pneus furados consigam durar mais tempo, deixando de lado a necessidade de um estepe. Em relação à Civil, recentemente realizamos um projeto para diagnosticar e solucionar um problema de rachaduras de uma casa em Maricá e, a partir do diagnóstico, projetamos um telhado para que não houvesse mais infiltrações. Em relação à Engenharia Elétrica, fomos a primeira empresa júnior no estado a desenvolver e realizar um projeto de SPDA, mais conhecido como dimensionamento de Para-Raios, além de projetos de Eficiência Energética. Em Mecânica, fizemos projetos como já havia dito acima.

Atualmente, a empresa está trabalhando em algum projeto?

Sim. Estamos com 14 projetos em andamento.

Com a remuneração que a empresa ganha dos projetos, onde vocês investem?

A gente se baseia em dois pilares: no custo que chamamos de Custo Meta, voltado para o funcionamento da empresa, equipamentos que utilizamos, entre outros, e os custos com projetos, como, por exemplo, transporte. Os investimentos são sempre para a estrutura física da empresa ou para a capacitação dos membros. Vamos supor: precisamos de algum conhecimento que os membros da empresa não têm, por exemplo, o programa Revit O que fazemos é: ou tentamos pagar o curso para membros da área, ou pagamos o curso para um membro, que assina um termo de compromisso para repassar aos outros membros tudo o que ele aprendeu. Então, temos certo grau de organização para entender o quanto vamos arrecadar e quais conhecimentos precisamos adquirir, e investimos nisso.
O outro pilar é composto pelos gastos variáveis do projeto, sendo eles de aquisições que precisaremos especificamente para o projeto, alimentação ou transporte dos gerentes dos projetos.

Vocês recebem algum tipo de patrocínio?

Em relação a contribuição monetária, não. Somos uma empresa sem fins lucrativos, então o nosso faturamento é advindo somente de projetos, pois é como desenvolvemos nossos membros, é nossa atividade-fim. Nós temos algumas parcerias, como a UFF, que nos fornece o espaço físico, além de equipamentos que compõem nossa infraestrutura. Temos também empresas que oferecem cursos, para desenvolver ainda mais nossos membros. Além delas, algumas empresas de mercado também nos ajudam, com capacitações/ajudas pontuais, em troca de divulgação de processos seletivos e postagens pontuais.

Existe algum professor que ajuda na coordenação da empresa, ou o auxílio é somente para a coordenação de projetos?

Na coordenação e na gestão da empresa, não continuamente. Quando precisamos de alguma ajuda específica, contatamos professores da Escola de Engenharia e do Núcleo de Empreendedorismo. Toda a gestão é feita por alunos, os professores atuam fortemente nos projetos. Para cada projeto, uma premissa é ter um professor para nos orientar e nos dar suporte técnico.

Em que sentido fazer parte da Meta Consultoria contribui para a vida profissional de cada membro?

Posso responder citando números e exemplos, porque, se eu só falar, não será suficiente. Se pararmos para pensar em ex-membros, o atual presidente da empresa Kraft Foods na China se chama José Dias e foi Diretor de Marketing da Meta. Uma das maiores empresas de consultoria do Brasil, a Macroplan, tem como sócio-diretor um ex-membro da Meta. A Calandra Consultoria, outra empresa de consultoria, foi fundada há poucos anos por ex-membros da Meta. Então, temos exemplos muito legais de ex-membros que estão bem inseridos no mercado de trabalho, o que prova que é, sim, um diferencial. Existem até algumas empresas que, atualmente, não consideram mais a pessoa ter sido empresária júnior como um diferencial, e sim como um pré-requisito. E, além da experiência profissional absurda que ganhamos, o que acaba sendo um enorme diferencial no mercado de trabalho, fazer parte da Meta Consultoria é uma experiência pessoal muito boa e gratificante.

Entrevista com a Equipe Arariboia - Desafio Solar Brasil (DSB)

Entre os dias 05 e 11 de Dezembro de 2016, em Búzios/RJ , aconteceu a edição de 2016 do Desafio Solar Brasil (DSB), um rali de barcos movidos à energia solar que estimula o desenvolvimento de tecnologias para a geração de energias limpas.


A Equipe Arariboia, projeto de barco solar da Escola de Engenharia da UFF, que participa do desafio desde 2012, compareceu mais uma vez ao evento com o apoio da Escola de Engenharia.

Apesar de todas as dificuldades técnicas sofridas com o barco, a equipe provou a força de sua unidade e mostrou perseverança e espírito esportivo quanto aos seus resultados na competição nacional.

Confira abaixo a entrevista que a Equipe nos concedeu:

Qual a importância dessa competição para a Arariboia?

A competição significa para nós todo o trabalho do ano. É nela que desafiamos nosso projeto, nossa capacidade de ser engenheiro, de trabalhar em equipe e [de estar] sob pressão. É onde realmente vemos o resultado do nosso esforço e como toda a nossa dedicação para estar ali sempre vale a pena.

Como é participar de um evento desse porte?

É enriquecedor, tanto para nossa experiência pessoal quanto acadêmica. Passamos um ano nos organizando e trabalhando duro para a competição; enfrentamos, em equipe, imprevistos que surgem durante as provas e temos a oportunidade de ir além dos nossos conhecimentos adquiridos em sala de aula, pondo-os em prática.

Ao participar desse evento, temos a chance de trocar experiências com pessoas do Brasil inteiro, bem como assistir a palestras e minicursos oferecidos pela organização. Resumindo, é uma experiência única, que nos faz retornar à universidade com um pensamento mais rico e maduro.

Como foi a dinâmica dos participantes da equipe durante o evento?

Uma integração completa! Temos integrantes de vários cursos: Engenharia Elétrica, Mecânica, TeleCom, Produção e Desenho Industrial, e todos se juntaram em prol do barco solar. Trabalhamos duro em terra e na água durante uma semana para resolver alguns imprevistos que surgiam, sempre unidos, mantendo o bom humor e tomando muito açaí [risos].


O que foi mais desafiador na competição?

O mais desafiador foi quando percebemos um mau contato no nosso inversor de frequência, logo nos primeiros dias de competição. Por ser uma peça comprada e essencial para o funcionamento do nosso motor, tivemos que nos desdobrar e usar a criatividade para tentar diminuir esse problema, para assim minimizar os reflexos no nosso rendimento.

Infelizmente, perto do final da viagem, em uma das nossas tentativas de mantê-lo funcionando, o problema piorou (houve um curto) e nosso componente (literalmente) queimou.

Quais são as características do Barco da equipe?

O nosso barco é um catamarã de 6 metros de comprimentos e que pesa 275 quilos, tripulado apenas pelo piloto. Possui 4 painéis fotovoltaicos que carregam nossas baterias através da luz do sol. Temos um sistema eletrônico para aquisição de dados que mostra informações importantes para o piloto em um tablet, que se encontra no painel do barco.

Quais são os próximos planos para equipe Arariboia?

A princípio, finalizar e aprimorar o projeto atual. Embora muito promissor, não obtivemos com ele o resultado esperado. Foi salientado durante a cerimônia de encerramento que a nossa equipe sempre leva ideias interessantes para a competição e, sim, queremos continuar a inovar. Porém, antes é fundamental testarmos o verdadeiro potencial do projeto desse ano para saber em quais áreas melhorias serão bem-vindas.


Alguma mensagem sobre a experiência do Desafio Solar Brasil aos alunos que queiram participar da equipe?

É motivador porque antes de ser competitivo, o evento é sobre integração. Em meio a tantas provas e uma vida acadêmica corrida, o Desafio Solar Brasil proporciona um ambiente o qual nos traz de volta ânimo e disposição. Irá se sentir parte da equipe, além, é claro, de obter bastante conhecimento prático útil. Teremos processo seletivo no início de 2017. Aguardamos sua vinda!

Fiquem atentos à página no Facebook da Equipe e acompanhem futuras competições e processos seletivos!



Entrevista com a Equipe Faraday Racing - Competição SAE Brasil Fórmula

Nos dias 24, 25, 26 e 27 de Novembro, aconteceu em Piracicaba - SP a Competição SAE Brasil Fórmula, uma competição em que os carros das equipes de Fórmula SAE e Fórmula SAE Elétrico são postos à prova com diversos desafios, como “provas estáticas e dinâmicas, avaliando a performance de cada projeto na pista, assim como as apresentações técnicas das equipes.” (fonte)

A equipe Faraday Racing, de Fórmula SAE Elétrico da Escola de Engenharia não apenas participou da competição, como trouxe para casa duas premiações! A viagem da equipe, patrocinada pela Escola de Engenharia da UFF, trouxe o primeiro lugar na categoria “Custo e Manufatura” e faturou o quinto lugar na colocação geral. Para mais detalhes sobre a competição, só dar uma olhada na página no facebook da equipe, sempre atualizada com as mais novas notícias da Fórmula SAE Elétrico na UFF.

Confira a entrevista concedida ao NME pela aluna Izabel Felício, Gerente de Marketing da Faraday Racing:


Qual é a importância dessa competição para a Faraday?

A competição é o momento no qual todo o nosso trabalho ao longo do ano é colocado a prova. Durante 4 dias, trocamos informações e conhecimento com equipes do país inteiro, aprendemos com os nossos erros e com o dos outros, recebemos dicas dos juízes e ampliamos nossa rede de contatos. Tudo o que fazemos durante o ano é voltado para ela.

Como é participar de um evento desse porte?

Participar de uma competição tão grande é gratificante pela experiência e aprendizado. Cada momento é uma nova descoberta em prol do desenvolvimento do nosso projeto. Ao entrarmos em contato com diversas equipes, descobrimos novas maneiras de trabalho e soluções muitas vezes não pensadas, é sempre muito enriquecedor.

Como foi a dinâmica dos participantes da equipe durante o evento?

Uma parte da equipe foi para a competição, na qual participamos de provas estáticas e dinâmicas. Nas estáticas passamos pelas provas de apresentação do custo e manufatura, design, business case e a inspeção técnica. As provas dinâmicas não chegamos a participar por problemas com o pack de baterias, mas conseguimos observar outras equipes e aprende bastante com elas.

Em quais quesitos vocês foram premiados? E o que cada um desses prêmios representa para a atual equipe?

Ficamos em primeiro lugar na prova de custo e manufatura e ficamos no Top 5 na classificação geral do Fórmula SAE elétrico. Esses prêmios representam tudo o que passamos nesse último ano, foi uma ótima forma de terminar essa temporada, além disso, eles trouxeram motivação extra para continuar o nosso trabalho na próxima temporada e alcançarmos novos objetivos.

Qual foi o diferencial do carro elétrico da Faraday em comparação aos outros?

O nosso diferencial foi o custo, nós construímos um carro barato, simples e funcional. A nossa equipe encontrou boas soluções para levar um projeto completo e prático.


Quais são os próximos planos para a equipe Faraday?

Os nossos objetivos para 2017 é solucionar os problemas da bateria, divulgarmos mais o nosso projeto, fortalecer a nossa base, disseminarmos o nosso conhecimento e principalmente chegarmos ao Top 3. Após essa última temporada, acreditamos que somos capazes de irmos cada vez mais longe.

Alguma mensagem sobre a experiência da Fórmula SAE Brasil aos alunos que queiram participar da equipe Faraday?

Participar da equipe Faraday é uma experiência incrível, aprendemos na prática um conteúdo que mutas vezes só temos contato no final da graduação, além disso, somos motivados a expandir nosso conhecimento para desenvolver projetos cada vez melhores. Dentro da nossa equipe há estudantes de diversos cursos de graduação, proporcionando assim uma troca imensa de experiências e um aprendizado enorme de trabalho em equipe. Estar na Faraday é muito gratificante e só traz coisas boas, além de todo o conhecimento, fazemos grandes amigos e compartilhamos momentos, todos deveriam ter essa experiência.

Entrevista com o Prof. João Lutz - 4º Desafio de Design Odebrecht Braskem

De Setembro a Dezembro, aconteceu no Rua City Lab a quarta edição do Desafio de Design Odebrecht Braskem, pela primeira vez no Rio de Janeiro. Os grupos participantes desenvolveram "mobiliários urbanos inovadores a partir da ressignificação de produtos plásticos já existentes. As peças poderão ser usadas pelo público no Porto Maravilha, nova área revitalizada da cidade."

Os grupos, da UFF, UERJ, UFRJ e PUC, participaram do longo processo do Desafio, que contou com diversas atividades para os alunos. Ao final dos últimos meses, a equipe vencedora da área de “Alimentação e Apresentações Artísticas” foi a Òn, da Universidade Federal Fluminense, que era formada pelos alunos Paulo Bezerra e Juliane Rodrigues, de Desenho Industrial, da Escola de Engenharia e por Sophia Delgado, de Arquitetura

Para mais informações sobre o Desafio e suas atividades, além de diversas fotos e vídeos, basta conferir a página oficial.

Confira a curta entrevista concedida ao NME pelo professor João Lutz, coordenador da Equipe Òn:

A equipe Òn se reuniu para a ocasião do 4º Desafio de Design Odebrecht Braskem, ou já estava engatado para outros projetos?

A equipe foi formada para o desafio por meio de um processo seletivo realizado junto ao curso de graduação em Desenho Industrial e junto a escola de Arquitetura.

Como surgiu a oportunidade de participar do Desafio? O que motivou os alunos nessa iniciativa?

Fomos convidados pelo comite organizador do desafio por contarmos com cursos de Design (Desenho Industrial) e Arquitetura. Formamos duas equipes com tres estudantes cada (dois de Design e 1 de Arquitetura).

Que tipo de atividades foram propostas no Desafio? Qual foi a mais desafiadora?

Entender o contexto (porto maravilha, distrito criativo, bairro do santo cristo) e desenvolver projetos (desenhos, modelos, etc).

No que consistia o projeto da equipe Òn, na área de “Alimentação e Apresentações Artísticas”?

Um conjunto de peças de mobiliário urbano para atender as necessidades de alimentação e apresentações artísticas na nova "rambla" implantada na região.

Qual é a importância dessas atividades realizadas na vida acadêmica e profissional dos alunos?

Grande importância pois colabora para a ampliação de horizontes profissionais e para uma aproximação com o ritmo do mercado de trabalho (prazos, tarefas, falar em público, etc).

A equipe Òn planeja participar de outras competições do gênero? Quais são as perspectivas para o futuro?

No momento não, mas continuarão a trabalhar para o projeto acompanhanbdo o detalhamento e a fabricação do que foi projetado.

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