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Entrevista com a Papo Design

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A Papo Design é a Empresa Junior do curso de Desenho Industrial da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense, fundada em 2015. A empresa trabalha com serviços na área de Design de Produto, Gráfico e Serviço. Nós, do Núcleo de Mídia da Engenharia procuramos a equipe para saber um pouco sobre o desenvolvimento da empresa. Danilo Ramos (Presidente), Julia Rangel (Assessora de Marketing), Lucas Albuquerque (Gestor Comercial) e Gabriel Pinho (Marketing e Comunicação) bateram um Papo com a gente sobre essa experiência.

Confira a entrevista concedida ao NME pelos alunos da Papo Design:

NME (Núcleo de Mídia da Engenharia) – Conta pra gente um pouco sobre como surgiu a iniciativa da Papo...

Danilo: Esse processo de criação da EJ (Empresa Júnior) de Desenho Industrial é uma coisa que já vem acontecendo há um tempo, desde o início do curso em 2011. Houve outras iniciativas, mas a efetiva, de fato, que hoje é a Papo Design, a gente começou em meados de outubro de 2015.

Lucas: A gente aproveitou muito a greve. Acho que se não fosse ela, não teríamos nem começado a empresa.

D.: Exatamente. A gente pegou esse tempo de greve e começou a se reunir... ir pra Tok&Stok... vir aqui pra AGIR (Agência de Inovação da UFF). Podemos dizer que aqui foi o berço onde tudo aconteceu, [foi] aqui que começou. Começamos a marcar as reuniões, uma atrás da outra, e a gente começou a respirar e ver que aquilo realmente tava fluindo.

Aí teve um evento, o UFF Juntos, que foi, assim, um marco pra gente. É um evento que agora se tornando comum, teve o de 2015, teve [no] ano passado também (2016). Esse evento reúne todas as EJs da UFF; a gente viu uma oportunidade de se apresentar, de se mostrar. Mas não tínhamos nada pronto, nem logo, nem uma proposta inicial. Só tínhamos uma ideia e aproveitamos esse gancho do evento pra cair de cabeça mesmo.

L.: O evento era numa quinta-feira, na terça a gente não tinha nem nome ainda! Na terça-feira a gente definiu o nome, o logo, começou a pensar no cartão de visita e na quinta já estava tudo pronto. O evento começou às 14:00, 14:10 tava chegando o pessoal com o cartão de visita impresso e cortado.

E como funciona o processo seletivo da Papo? Quantos já aconteceram?

L.: Até agora só tivemos um (processo seletivo). Então não dá pra falar de um padrão por enquanto. Mas a intenção é que seja um por ano. Se for o caso a gente faz até semestral se a gente notar que faltando gente, etc. Esse ano foi meio corrido. A gente divulgou na internet um link [de um formulário] para pessoa preencher e colocar os dados dela, os programas que ela sabe mexer, o semestre dela, etc.

O processo seletivo em si foi uma dinâmica que a pessoa tinha que estruturar um negócio basicamente. Criar uma carta de serviços básica. Como por exemplo: restaurante. Aí a gente falou: “vocês vão ter que escolher um nome pro restaurante, uma identidade visual que vocês vão criar, serviço e um produto, é” Aí gente deu isso pros grupos sobre o mesmo tema. A intenção era ver quem se ajudava [na montagem do projeto] e quem não agia com uma certa competição. Todo mundo criou coisas bem interessantes. O pessoal fez coisas que se orgulharam bastante depois. Tinha gente que achava que nem conseguia criar uma identidade visual tão rápido assim.

D.: A Júlia, ela foi da primeira leva de processo seletivo da Papo.

Julia: É, eu entrei como trainee na Papo… e já faz um ano. Foi em março do ano passado (2016). Eles fizeram um processo seletivo, aí veio uma galera de DI (Desenho Industrial) e algumas pessoas de Arquitetura também. E aí passaram quantas pessoas? Umas vinte?!

D.: É, de 8, pulou pra 28. Um negócio que a gente começou meio sem pretensão nenhuma foi assim, rápido. Fizemos esse trabalho de divulgação no facebook e íamos caminhando com isso. A gente viu que a adesão dos alunos era boa. Eles viram e entenderam o que era uma EJ inicialmente, e se inscreveram. Foram vários inscritos.

J.: Eles davam um prazo de tempo e a gente tinha que fazer naquele prazo. Daí eles deram um tempinho [a mais] pra gente pensar e montar as nossas ideias numa cartolina e depois apresentar.

D.: Quando a gente apresentou a proposta de desenvolver em uma hora, uma marca, um serviço e um produto, eles falaram assim: “cara, não dá pra gente fazer isso”. E eu falei assim: “pô, como não dá? A gente em menos de um dia idealizou a Papo, como não dá pra isso acontecer?”. E daí, eles mostram depois, no resultado de que eles foram capazes de fazer isso, . Eu me senti muito orgulhoso por eles.

Quais são os serviços que a Papo oferece?

D.: Na Papo, a gente trabalha com o gráfico, o produto e o serviço. A nossa proposta, quando começamos, foi [de] entrar em contato com o mercado de uma maneira geral. Porque o que a gente tem na universidade. O que temos na universidade é um aprendizado técnico [que] não expressa o que se vive no mercado de trabalho. Estamos habituados a desenvolver trabalhos acadêmicos onde não se aplica uma vivência comercial. Então a nossa intenção era separar essas três áreas para explorar inicialmente, o que a gente poderia trabalhar na Papo e vender isso pro mercado.

De certa forma, o aprendizado de uma EJ passa muito mais que a questão técnica que a gente ‘tá aprendendo aqui. A gente trabalha com a questão de gerenciamento de projetos, trabalho em equipe, a gente entende melhor como que funciona o cada processo de uma empresa e entende melhor como lidar com cliente.

O grande ganho nisso é a gente entender como funciona o mercado; a gente tendo agora um projeto muito bacana de aplicativo que a gente tem visto isso , errando e aprendendo.

Como funciona a dinâmica entre as equipes internas? Como vocês se organizam? São todos de Desenho Industrial?

L.: São, atualmente sim. Entraram duas pessoas no processo seletivo, só que foi aprovada a lei da Empresa Júnior recentemente (LEI Nº 13.267, DE 6 DE ABRIL DE 2016), que menciona que se aceitarmos pessoas de outros cursos, teríamos que oferecer serviços desses cursos também. Então, se a gente aceita gente de arquitetura, a gente não pode só trazer os alunos de lá para trabalhar só na área de design, a gente tem que ofertar o que o curso de arquitetura ensina a eles a fazer. Aí a gente se fechando agora para isso, foi até uma conversa recente que tivemos, porque daria muito mais trabalho para a Papo, que não 100% estruturada ainda. Seria muito difícil a gente começar a abrir a carta de serviços para chamar alunos de outros cursos. Por mais que seja uma coisa muito boa ter gente de outros cursos, porque o design é muito interdisciplinar.

Existe algum projeto que vocês poderiam nos contar um pouco sobre?

L.: Teve um que foi do LABPEC. Um projeto com uma professora da pós-graduação da Letras. Ela pediu um logo e também queria um site, que a gente conversou sobre com a IN Junior (EJ de Computação da UFF), que ficou de desenvolver [o site] a partir do nosso logo e da nossa identidade visual. Foi um projeto bem rápido, assim, teve duas semanas de duração, mas antes dessas duas semanas teve muito tempo de conversa com ela, em que ela passou pra gente o que ela fazia, todos os princípios do grupo dela - esse LABPEC é o Laboratório de Pesquisas em Contato Linguístico, e ele estuda as linguagens e o contato das linguagens pode alterar umas às outras. A gente desenvolveu um logo e a partir disso, a IN Junior começou a desenvolver o site. Esse projeto foi [feito com] um grupo de 3 pessoas. Eu e mais dois [alunos]. Foi um projeto bem simples e deu tudo certo.

Como funciona o contato com as outras EJs?

D.: O maior contato que temos com as empresas juniores é nos eventos que a gente se encontra, mas sempre somos acolhidos, eles sempre lembram da gente. A gente teve um projeto com a Opção (EJ de Economia). Eles entraram em contato com a Papo. Daí, fizemos uma reunião, que foi super legal, e desenvolvemos um projeto. O bacana desse meio é que sempre contamos [com] ajuda deles. Recentemente, o ex-presidente da Meta [Consultoria], o Victor, sentou um dia comigo e me passou todas as informações relacionadas a planejamento estratégico.

Para finalizar, alguma dica para aqueles que gostariam de começar uma EJ?

Gabriel.: Acho que o principal é ir e fazer, sabe? É muito importante você se planejar, mas acho que o que com a gente funcionou foi o “vamos fazer isso agora? ” “vamos! ”. Então, com 8 pessoas, a gente criou muito, durante a greve ainda por cima, e foi muito legal. Dentro da EJ, a gente começa a ver o mercado de uma forma muito abrangente (na nossa área), acho que em toda área, você geralmente vê ramos que você vai fazer o serviço. Por exemplo, se você vai fazer design, vai para a publicidade, ele vai ser de produto ou vai ser gráfico? Sempre separado.

Nunca vai ter uma empresa que engloba tudo isso e vai fazer o que você sempre sonhou. Então a EJ é ideal para experimentar e ir testando coisas diferentes. Eu posso fazer gráfico com projeto e uma outra hora fazer um projeto de produto. A ideia é trazer essa vontade de fazer você explorar o seu potencial, de você crescer. Eu acho que esse é um estímulo muito grande; você juntar na EJ seus amigos, isso é essencial, e só fazer.

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